terça-feira, 18 de setembro de 2012

Arquivo emergencial - Demo Resident Evil 6

Boletim especial! Chegou as minhas mãos o novo demo de Resident Evil 6, jogo esse que eu e uma boa parcela de pessoas estão aguardando ansiosamente, eu sei que o blog tá meio vazio, eu gastei as energias dando uma força pro Bardo, mas essa parada agora renovou geral.

Pois bem, o post vai dever um monte de fotos, ainda mais que só foram tiradas 3 durante a jogatina, cujas ficaram meio fracas, espero que de pra ver algumas.

Mas tudo bem, até o presente momento o game mostrou diversos pontos que foram pedidos para se melhorar em RE5, e foram testados em outros games como o lastimável RE: Operation Racoon City.

Uma das maiores reclamações de todos foi o fato de que Resident Evil não possuia mais terror, não dava sustos e todo o mimimi causado após os REs 4 e 5.

Pois bem, a premissa básica do game é que ele agora tem 4 campanhas: Uma com Leon Scott Kennedy e sua nova parceira Helena, Chris Redfield e seu novo parceiro Piers Nivans(que já foi apresentado em um mangá da série) e o personagem inédito Jake Muller, filho de Albert Wesker e sua parceira Sherry Birkin de RE2 e por fim uma campanha extra desbloqueável onde você controla Ada Wong, aqui apresentada como a vilã do jogo até o presente momento.

Para resumir bem, cada campanha conta com um elemento característico: A de Leon é quase que uma volta ao estilo clássico de RE: Munição escassa, os tão requisitados(e atualmente populares) zumbis corredores escuros e muitos sustos.
Os zumbis estão caidos pelos cantos, você passa, faz o que tem que fazer e dai quando menos se espera tem um pulando em cima de você, é rotineiro você ser pego de surpresa, no meio tempo disponível na demo, devo ter tomado ao menos uns 5 sustos, coisa que só havia acontecido no RE2(como esquecer da parte da delegacia?) e em um determinado momento no 4.

Mas a grande vantagem que a jogabilidade traz é a possibilidade de se poder andar e atirar, coisa que faz absoluto sentido e facilita a vida de todo mundo, além de poder rolar, saltar para trás e ficar caido no chão enquanto atira nos zumbis.

Uma coisa que muitos podem achar estranho de começo, tal como eu achei, é o novo sistema de camera, agora ela não é mais controlada automáticamente, e sim controlada pelo analógico direito, causando algumas confusões a jogadores destreinados com esse sistema.

Mas esse sistema não deve ser problema para jogadores de Call Of Duty, game na qual a campanha de Chris se baseia, o cenário do agente da B.S.A.A. é um tiroteio ambulante, com inimigos portando rifles de longa distancia, e situações onde administrar uma cobertura é extritamente necessário para conseguir proseguir sem sofrer muitos danos.

Cabe aqui uma mudança drástica na jogabilidade, principalmente para os jogadores mais afobados como eu, agora existe a opção de se utilizar golpes fisicos livremente, tá... Não tão livremente assim, existe uma barra de stamina abaixo da barra de energia, e ela se desgasta um pouco a cada golpe físico utilizado, mas ainda assim é um adianto tanto para a economia de munição quanto para partir para uma ofensiva.

Já a campanha de Jake mescla um pouco de cada uma das duas anteriores, e também foi a mais dificil das 3, pela quantidade de inimigos que surgiu, inimigos esses que mesmo depois de mortos sofrem mutações, ou também caso você não os atinja diretamente na cabeça, ficando mais apelões.

Quanto a gráficos RE6 mostra uma pequena evolução em relação ao seu antecessor, mesmo que em uma escala ainda pequena, talvez pela atmosfera sombria os detalhes não sobressaem tão bem quanto antes, mas agora o sangue permanece por mais tempo, é possivel ver sujeira e suor no rosto dos personagens.

Bem... Esse foi um apanhado bem rápido da demo, fiquem atentos para o review completo assim que o jogo chegar ao Brasil, no dia 10 de outubro! E pela primeira vez com legendas em portugues!

Vejo vocês na proxima!


terça-feira, 10 de abril de 2012

Jogos injustiçados - EP 01: Rage of The Dragons

Salve salve amigos! Estamos de volta!

Bem, eu estava jogando um jogo aqui em casa outro dia enquanto os lançamentos que eu tanto aguardo não saem para pc(Resident Evil 6/ORC e SFxTK) e me perguntei: "porque esse jogo não tem tanto reconhecimento sendo tão legal?" Dai a ideia de fazer uma postagem sobre isso.

Essa série em breve(assim que eu tomar vergonha na cara e melhorar minha internet, formatar meu computador e baixar o vegas)será feita em video, essa e muitas outras, mas por enquanto vamos nos focar apenas no game de hoje.


Rage of The Dragons foi o responsável por trazer os últimos suspiros da finada placa MVS, aqui ainda não era SNKPlaymore e apenas Playmore, criado com a empresa mexicana Evoga, o game trazia uma continuação direta de Double Dragon, ou ao menos tentava, pois a Tecmo fechou, foi viajar ou simplesmente enfiou os direitos sobre os personagens Billy e Jimmy no rabo e não quer mais tirar, logo os principais do game se chamam Billy e Jimmy Lewis, Abobo agora se chama Abubo.

O enredo gira em torno do Black Dragon, uma entidade que visa dominar o mundo, os Dragões azul(Billy) e vermelho(Jimmy) então partem para impedi-los.

Marian faleceu algum tempo antes do enredo, não é explicado se ela foi morta pelo Black Dragon ou em algum outro tipo de acidente, qualquer que seja o motivo, Jimmy se sente culpado por isso e desenvolveu uma personalidade agressiva enquanto seu irmão tenta de qualquer forma requisitar a ajuda do irmão para impedir o Black Dragon de concluir o que seja lá o que ele queira concluir.

E dai temos os personagens:

Além dos citados Billy e Jimmy temos : Lynn, Radel, Annie,Cassandra, Oni, Pepe, Pupa, Alice, Elias, Jones, Kong e Sonia, exatamente na ordem da foto, de cima para baixo, até ai quem conhece um pouco, sabe que Billy é o loiro, Jimmy o moreno, Abbubo é personagem secreto, por isso que ele não tá na tela de seleção.

O jogo é jogado em duplas o que dá um bom dinamismo para a jogabilidade, pois ela é cheia de recursos:

O primeiro é chamado de "first impact" no qual você aperta soco+chute forte para aplicar um ataque, se esse ataque conecta(o que só acontece quando você está pegando o personagem desprotegido depois de um golpe errado) você terá que fazer uma sequencia de golpes que aparecerá na tela:
Talvez tenha sido um dos aspectos que afastou jogadores a primeira vista, pois as vezes é complicado registrar os comandos quando eles aparecem, e continuar o combo, pois qualquer ataque pode ser encaixado após a sequencia,quando se está prestando atenção no comando pode ser dificil e também torna um pouco dificil o aprendizado de novos personagens.

Outro recurso é o team attack, ele pode ter servido de laboratório para o recente cross assault de SFxTK, pois a mecanica dele é bem semelhante.

Fazendo um C para frente com chute fraco+soco forte(os botões de troca de personagens) seu personagem irá correr e aplicar uma sequencia de golpes e jogará o personagem para trás e você terá que utilizar o mesmo comando para que uma sequencia nova aconteça, na foto acima eu (é eu mesmo) acabei de receber um ataque desses, se você fizer com duplas não oficiais como a do primeiro player(no caso eu) os dois apenas irão se juntar e descer a porrada no infeliz, sem nada de mais, mas se é uma dupla oficial, como no caso ali em cima, Oni e Cassandra olha o que acontece:



Pois é... acho que tomei um belo de um piau... Mas tudo bem, eu consegui passar dessa ao estilo Daigo.

Logo chega a hora de enfrentar Abubbo
   

Abubbo agora é uma espécie de chefão do crime, uma boa de uma evolução, uma vez que ele era nada mais que um capanga normal, só que aqui ele foi rebaixado ao estilo bobo alegre, que não tem capacidade mental nenhuma, um mero clichê.

Mais uma batalha normal e chega a hora de enfrentar o chefe final: Johhan, o possuidor da tal entidade chamada de Black Dragon.
 Eu não citei ele no post de chefes insuportáveis porque sinceramente não lembrei do cara mesmo! Porque ele é uma verdadeira peste! Nada, eu disse NADA que você usar contra ele vai funcionar(a não ser que você tenha barra infinita) quer ver?

Ah, vou esquivar pra cima dele!
Antes mesmo que você pense em acabar a esquiva, você já está tomando um balão na fuça, o cara te suga mais longe que qualquer personagem de agarrão já visto!

Ora, então vou pular pra cima!
Primeiro de tudo: Nunca se pula pra cima de um chefe final, acho que qualquer animal que jogou KOF 95 tem tristes lembranças de pulos para cima de chefes, voltando, olha uma das coisas que pode acontecer:
Essa é só uma das opções que Johhan tem pra usar contra você, se você pular de longe, é magia, pulou de média distancia, isso ai da foto, que ele também usa sempre que termina o agarrão, se pular de perto ele usa um pilar de energia, que mesmo que você acerte ele(e na maioria das vezes vai ser a única vez que você vai acertar o infeliz) o pilar irá te atingir te jogando bem longe dando tempo pro infeliz preparar uma nova ofensiva ou defensiva.

Pois bem, em suma... O game é muito bom, não é nenhum marco como Garou, mas cumpre um bom papel, as músicas fazem um papel mediano... Não animam muito, mas também não são completamente chatas.

Dos cenários, eles estão com movimentações muito repetitivas como o da foto abaixo:
Esse cenário é um festival de movimentos repetidos e pouco variáveis, como a mulher no meio do balcão que faz um movimento de conotação sexual.

Os personagens são carismáticos,mas muitos deixam uma ideia de "já vi isso antes" ainda mais se tratando de uma empresa mexicana(pra quem não sabe, no México é onde se encontra a maior cena KOF do mundo depois do Japão e da China) como Radel lá em cima, que parece um Yashiro cyberpunk, Oni tem muitos semblantes de Krizalid.
O mesmo se aplica a alguns golpes como esse aqui:

Acho que Terry tem mais uns alunos perdidos por ai
Jimmy está fazendo um golpe igual ao crack shoot de Terry, sem tirar nem por, até mesmo pelo comando.

Porém outros personagens também são muito legais e porque não originais? Tal como o padre Elias e seu banho de água benta no adversário:
Talvez um dos motivos do game não deslanchar seja sua jogabilidade meio lenta, principalmente no que dizrespeito a conexão de golpes, fracos são muito rápidos para se emendar com golpes especiais, mas em contrapartida é facil combar com golpes fortes, talvez isso tenha afastado os pro players, mas para jogar casualmente ainda sim é um bom game e não merece o esquecimento que tem, dá pra dar uma boa divertida com ele de vez em quando, apesar da dificuldade exagerada do último chefe.


E aqui encerro o primeiro episódio dos games injustiçados, semana que vem estou de volta!